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CORRIDA
1. Qual é a roupa ideal?
2. Existe um jeito certo de correr?
3. Correr na esteira ou ao ar livre, o que
é melhor?
4. A Respiração na Corrida..............
.....................................................
5. Mesmo quem corre pouco precisa fazer aquecimento?
6. Qual a principal preocupação
quando iniciamos um programa de corrida?
7. Qual a importância do descanso na
semana de treinamento?
8. É fundamental manter o ritmo durante
uma corrida?
9. E o alongamento?
10. Correr pela manhã faz mal?
QUANDO DEVO PROCURAR UM MÉDICO?
HIDRATAÇÃO NO
ESPORTE
O QUE DEVO BEBER?
A NUTRIÇÃO NO
ESPORTE
CÃIMBRAS MUSCULARES
CONDROMALÁCEA
DISTENSÃO MUSCULAR
LESÕES NO PÉ DO ATLETA
1.
Bolhas
2. Torção no tornozelo
3. Dor no Calcâneo
4. Metatarsalgia
5. Lesões do tendão de
Aquiles
PERGUNTAS
E RESPOSTAS ESPORTIVAS
CORRIDA
1. Qual é a roupa ideal?
O atleta deve ser sempre usar roupas confortáveis,
levando em conta as condições ambientais.
Hoje existem diversos tipos de tecidos que auxiliam até
na termoregulação do organismo. Evite correr
com roupas apertadas ou desconfortáveis, que com
certeza irão prejudicar seu treino. A escolha de
um bom tênis é muito importante. Leve em conta
que é um investimento que influenciará positivamente
na sua performance.
2. Existe um jeito certo de
correr?
É importante respeitar o padrão de movimento
de cada corredor, dando atenção especial à
sua postura natural. O padrão ideal mantém
o corpo ereto, cabeça olhando para frente, braços
e antebraços flexionados com ângulo de 90 graus
etc. Portanto, a individualidade dentro de certos limites
deve ser respeitada e com o decorrer dos treinos seu padrão
será aprimorado, melhorando com isto sua eficiência
na corrida.
3. Correr na esteira ou ao
ar livre, o que é melhor?
Existem muitas diferenças entre correr na esteira
e ao ar livre. A esteira oferece ao praticante uma idéia
de que sua performance está sendo ótima e
que ele está correndo muito, quando na verdade a
realidade é outra. A principal diferença é
que na rua precisamos “empurrar” o chão
para vencer a inércia e a resistência do ar
e mover nosso corpo para frente. Na esteira, quem corre
é a faixa sob nossos pés, a mecânica
do movimento na esteira não muda, pois não
temos curvas e pisos irregulares como na rua. Isto nos faz
concluir que na corrida apo ar livre a intensidade e a aplicação
de força desempenhadas pelo atleta são muito
maiores.
Uma boa dica para minimizar estas diferenças biomecânicas
entre a corrida de rua e esteira é correr (ou caminhar)
com a esteira a 1 ou 2% de inclinação. Este
ajuste praticamente igualará o custo energético
da corrida em esteira com a da rua.
Apesar da esteira apresentar algumas desvantagens para o
corredor, tente aproveitar ao máximo os pontos positivos
que ela oferece e saiba como usufruir de forma correta as
vantagens que uma esteira pode proporcionar. Para os iniciantes,
ela oferece um ambiente seguro e controlado. Para quem está
voltando aos treinos após uma lesão ou ganho
exagerado de peso, a esteira é uma grande aliada,
pois oferece menos impacto que na rua, diminuindo o risco
de lesões. Uma das dificuldades para quem corre é
determinar o ritmo certo para cada distância e principalmente
manter-se nele. A esteira, além de desenvolver a
noção de ritmo, estimula o atleta a sincronizar
braços e pernas distribuindo as passadas de maneira
uniforme.
4. A Respiração
na Corrida
Quando iniciamos uma corrida, entramos em déficit
de oxigênio e logo depois há um estado de equilíbrio
no ritmo da respiração. Nosso corpo depende
exclusivamente da oferta de oxigênio aos músculos
para ter a energia necessária para correr. Quando
não temos um condicionamento físico ideal
ou passamos de nosso limite, ficamos com a respiração
ofegante, pois nossos pulmões não conseguem
aproveitar a quantidade de oxigênio oferecida.
Sua forma de respirar pode ser melhorada, principalmente
para um melhor relaxamento dos músculos que participam
do ato de correr. Uma forma muito recomendada de respirar
durante a corrida seria inspirar e expirar o ar pela boca
e pelo nariz simultaneamente em um ritmo de acordo com a
necessidade e intensidade da corrida ou caminhada realizada.
Quanto mais inconsciente e relaxado esse processo, melhor
será seu aproveitamento.
A respiração feita com qualidade no seu dia-a-dia
também pode ajudar a ter uma melhor condição
para a corrida. Se você respirar melhor estará
oxigenando melhor todo o seu corpo, ficando menos estressado,
com maior capacidade cerebral e conseqüentemente maior
disposição para realizar suas atividades físicas.
Pense nisso!
Quando você estiver finalizando uma corrida, diminua
o ritmo pausadamente,pois o término imediato da corrida
poderá até causar parada cardíaca.
Caminhe até que a respiração novamente
se normalize e a quantidade de oxigênio seja regulada
para a quantidade de esforço que foi empregada.
Outra dica: atletas que controlam o seu treino pelo ritmo
do seu corpo atingem melhores resultados do que aqueles
que se regulam por outros atletas. Lembre-se que sobre o
seu corpo e seu treino você tem total controle, e
sobre o treino do outro, nenhum. Não se espelhe no
desempenho de outra pessoa para tentar alcançá-lo,
nem exija de seu corpo mais do ele pode lhe proporcionar.
5. Mesmo quem corre pouco
precisa fazer aquecimento?
Todo início de qualquer atividade física requer
um pouco de cuidado. Os músculos e articulações
ainda não estão preparados para partir imediatamente
do estado de repouso para uma condição de
esforço. Portanto, antes de iniciar seu treino de
corrida aquecer é obrigatório, respeitando
as seguintes regras: quanto mais baixa a temperatura ambiente,
maior deverá ser a duração do aquecimento.
Esta duração pode variar de 5 a 30 minutos;
quanto mais intenso for o treino, mais demorado e específico
deverá ser o aquecimento; o ritmo de aquecimento
dever ser lento, levando a um aumento gradual da temperatura
corporal, acelerando-o até que se chegue próximo
de 60% do ritmo do treino. Após o aquecimento, realize
um alongamento rápido mas eficiente e inicie seu
treino imediatamente.
6. Qual a principal preocupação
quando iniciamos um programa de corrida?
A maioria das pessoas que estão insatisfeitas com
sua atual condição física procura recuperar
anos perdidos, em função da inatividade física,
em apenas alguns meses. Esta busca geralmente frenética
é danosa para o organismo, trazendo uma infinidade
de consequências como: lesões articulares,
musculares e, principalmente, uma sobrecarga no coração.
Portanto, não exagere na intensidade do treino, mesmo
achando que pode puxar um pouco mais. Respeite o seu corpo
e nunca continue um treino tendo algum tipo de dor durante
a corrida.
7. Qual a importância
do descanso na semana de treinamento?
A chave para obter um condicionamento físico ideal
não está na quantidade de treinos que realiza,
mas na velocidade com que seu organismo se recupera de um
treino. Quanto mais rápida é esta recuperação,
mais cedo estará pronto para o próximo treino.
Adaptações fisiológicas importantes
ocorrem no organismo durante o período de descanso.
É durante o repouso que o atleta tem maior capacidade
de perceber os sinais de seu corpo, que podem indicar algum
tipo de lesão, contusões ou sintomas da carga
do treino excessivo (overtrainnig).
Existem diversos fatores que influenciam a recuperação,
como idade, tempo de treinamento, personalidade, temperatura
ambiente, alimentação e principalmente outros
fatores individuais, por isso é de suma importância
levarmos em consideração o princípio
da individualidade biológica. O fato de nenhum organismo
ser igual a outro, nos impossibilita de fazer uma classificação
ideal do tempo necessário para a recuperação
total do organismo e a continuação do treinamento.
Procure a orientação de um profissional da
área de educação física que
poderá avaliá-lo e orientá-lo individualmente,
conforme sua necessidade e capacidade física.
8. É fundamental manter
o ritmo durante uma corrida?
Correr sempre no mesmo ritmo com certeza irá melhorar
sua condição física, mas um treinamento
mais elaborado otimiza e aproveita melhor seu tempo disponível
para treinar. Criar ritmos subjetivos de corrida auxiliará
bastante no desenvolvimento e evolução de
seus treinos, como corridas leves, moderadas, moderada forte,
forte, com ou sem inclinações. Esta noção
subjetiva de esforço é muito importante e
um relógio com cronômetro ajuda bastante a
realizar os ritmos de corrida nas respectivas intensidades.
9. E o alongamento?
Fique atento aos exercícios de alongamento. Eles
não aquecem a musculatura, apenas alongam as fibras.
Portanto, não é recomendado realizar exercícios
de alongamento sem ter feito um aquecimento prévio,
pois o músculo não estará devidamente
lubrificado e aquecido para que possa ser alongado.
Dê uma atenção especial para o alongamento
sempre após os treinos de corrida, utilizando o método
de alongamento estático. Nele, movemos o membro lentamente,
mantendo-o um pouco acima da amplitude habitual. A duração
pode variar de 10 a 60 segundos e as repetições
de 1 a 5 vezes. É importante destacar a especificidade
dos exercícios, ou seja, devem estar relacionados
com o tipo de modalidade esportiva a ser desenvolvida. Alongamento
diminui em muito a gravidade das lesões.
10. Correr pela manhã
faz mal?
Se você não repousou direito à noite,
seu rendimento não será o ideal e estará
forçando desnecessariamente seu corpo. Do contrário,
é o melhor horário para treinamento, já
que você não está desgastado por um
dia inteiro de trabalho. Agora, quem não faz os exames
clínicos necessários e sai por aí correndo
pode ser vítima de um colapso a qualquer hora do
dia, o que contribui para isso são os excessos e
a falta de uma avaliação médica mais
cuidadosa.
QUANDO DEVO PROCURAR UM MÉDICO?
O médico deve ser consultado quando houver muita
dor ou perda de estabilidade de uma articulação
(joelho, tornozelo, etc), recidiva de lesão antiga,
perda de sensibilidade e quando há a necessidade
de administrar qualquer tipo de medicação,
seja antiinflamatória ou analgésica.
Para dores de baixa e média intensidade após
a prática de exercícios, usar compressas frias
(máx. 15 min) sobre a região dolorida pode
trazer alívio. Elevar o membro contundido diminui
a pressão sanguínea na área e evita
edemas posteriores.
Diminua a intensidade e a freqüência dos exercícios.
Dor é sinal de excesso. Conforme o grau da lesão,
suspenda a atividade e procure um médico.
HIDRATAÇÃO
NO ESPORTE
Fique alerta: a sede, quando se manifesta,
é porque o processo de desidratação
já começou!
A
desidratação prejudica sua performance e diminui
sua capacidade de recuperação para o próximo
treino. Continuar a se exercitar quando estiver desidratado
pode levar a conseqüências desastrosas.
Antes de iniciar a atividade física, concentre-se
em beber quantidade suficiente para assegurar que esteja
completamente hidratado. Não se baseie no mecanismo
do organismo de alerta através da sede (não
espere que seu corpo peça água!).
Você também não pode somente sentar-se
e beber dois litros de uma vez e achar que assim estará
totalmente hidratado. Leva tempo para os tecidos do corpo
absorverem os fluidos. O American College of Sports Medicine
recomenda beber em torno de meio litro de fluidos em aproximadamente
2 horas antes do exercício para ajudar a assegurar
que esteja adequadamente hidratado e ter tempo de eliminar
o excesso de água. Bebidas contendo sódio
são mais prontamente absorvidas pelo corpo.
Para
hidratação de esportista, sugerimos as seguintes
orientações:
* Hidratação adequada diariamente sempre.
* De 2 a 3 horas antes da atividade física, beber
de 350 a 600 ml.
* Imediatamente antes da atividade física, beber
de 170 a 350 ml.
* A cada 15 a 30 minutos durante atividade física,
beber de 170 a 350 ml.
* Imediatamente após a atividade física, beber
de 220 a 500 ml.
Obviamente estes valores podem variar conforme a capacidade
física do atleta, a modalidade esportiva e até
mesmo o clima e temperatura ambiente no momento da prática
esportiva.
O QUE DEVO BEBER?
O suor é composto de água e sais minerais,
como o cloreto de sódio, e é com a transpiração
que o corpo perde a maior parte destes nutrientes durante
atividade física. Quando a pessoa transpira muito
e repõe a perda de fluidos somente com água,
pode ocorrer o risco de hiponatremia. As bebidas isotônicas
são ótimas alternativas, pois fornecem sódio
e outros nutrientes importantes em atividades físicas
intensas e/ou de longa duração.
A
NUTRIÇÃO NO ESPORTE
Atualmente a nutrição esportiva é considerada
por alguns autores como o segundo fator que mais influencia
o desempenho de atletas, sendo o primeiro fator, o treinamento.
Nossa alimentação é composta por uma
combinação de 6 nutrientes: carboidratos,
proteínas, lipídios (gorduras), água,
sais minerais e vitaminas. Os carboidratos e as vitaminas,
apesar de existirem em quantidades pequenas no corpo, são
os responsáveis pela produção imediata
de energia e uma série de reações químicas,
respectivamente.
O balanço na ingestão destes 6 componentes
é fundamental para a saúde e para o sucesso
desportivo. A grande diferença do atleta para o sedentário
na verdade é em relação às quantidades
ingeridas. Os atletas podem apresentar uma necessidade calórica
até 5 vezes a de uma pessoa sedentária. O
atleta deve procurar manter um equilíbrio em cinco
áreas: balanço calórico, de nutrientes,
hídrico, mineral e vitamínico.
Comer pouco é prejudicial ao rendimento, por outro
lado a comida em excesso não levará a um rendimento
superior. Esse conceito vale tanto para o dia inteiro do
atleta quando para cada refeição – o
atleta deve procurar fazer refeições pequenas.
Refeições grandes o impedirão de treinar
por várias horas. O aumento na ingestão precisa
ocorrer, mas deve ser bem distribuído e levar em
conta que o gasto energético do atleta pode variar
de acordo com a fase de treino em que ele se encontra, bem
como a modalidade esportiva.
Durante a atividade o consumo energético sobe de
acordo com a intensidade. Sendo assim é esperado
que uma competição apresente um gasto energético
maior do que um treino com a mesma duração.
CÃIMBRAS MUSCULARES
As cãimbras podem ser definidas como contrações
involuntárias e dolorosas de um músculo. São
freqüentes durante exercícios físicos
extenuantes ou em pessoas que não possuem condicionamento
físico adequado.
Apesar de existirem muitas causas para cãibras musculares,
grandes perdas de sódio e líquidos costumam
ser fatores essenciais que predispõem atletas a cãibras
musculares. O sódio é um mineral importante
na iniciação dos sinais dos nervos e ações
que levam ao movimento nos músculos. Por isso, um
déficit desse elemento e de líquidos pode
tornar os músculos sensíveis. Sob tais condições,
uma leve tensão e um movimento subseqüente podem
fazer o músculo se contrair e se contorcer incontrolavelmente.
Diabetes, doenças neurológicas ou problemas
vasculares são fatores que também podem favorecer
a ocorrência de cãimbras.
Previna
as cãimbras entes que elas apareçam, seguindo
algumas simples recomendações:
beba muito líquido para ficar hidratado durante o
exercício,
reponha
níveis de sódio durante os intervalos de exercícios
pesados e transpiração abundante com uma bebida
esportiva (isotônico),
assegure
uma recuperação nutricional adequada (particularmente
para o sal!) e descanse os músculos após um
treino intenso.
Quando as cãimbras aparecerem durante um exercício
ou competição, tome as seguintes medidas:
Interrompa
a atividade e alongue-se. Como as cãimbras são
normalmente uma mudança na capacidade de realizar
um movimento, o alongamento é um tratamento efetivo.
Massageie
e área afetada pela cãimbra. Esfregar o músculo
pode aliviar a dor e também auxilia estimulando a
corrente sanguínea na região acometida.
Repouse
e ingira líquidos. O descanso e a reidratação
adequada com líquidos que contenham eletrólitos
(principalmente o sódio) irão rapidamente
trazer melhora.
CONDROMALÁCEA
Dentro da Medicina Esportiva, a Condromalácea é
uma das lesões mais comuns da cartilagem articular.
É um termo utilizado originalmente para descrever
o amolecimento da cartilagem (condro-cartilagem, malácea-amolecimento),
e, portanto, inadequado como diagnóstico, já
que a tendência atual recai sobre a utilização
do termo condropatia (patia-doença).
Entre todas as articulações, o joelho é
a mais acometida, e são diversos os esquemas de classificação
para a condromalácea na literatura médica,
cada uma apresentando diferentes graus de acometimento da
cartilagem, desde as fases mais iniciais, com apenas um
amolecimento e inchaço da mesma, até graus
mais avançados, com fissuras e destruição
(maceração) da cartilagem e erosão
do osso. O tratamento inicial é conservador, ou seja,
medicação antiinflamatória e fisioterapia.
DISTENSÃO MUSCULAR
A distensão muscular caracteriza-se pelo espessamento
das fibras musculares provenientes de esforços exagerados
sem preparação adequada para tal atitude.
As distensões podem ocorrer por falta de aquecimento
adequado antes do exercício físico, pela presença
de músculos curtos e tensos, por uma sobrecarga exagerada
de peso no músculo ou grupo muscular exigido no movimento
ou por uma batida forte sobre a região.
Evite
a distensão muscular fazendo um preparo adequado
antes de iniciar a atividade esportiva, com exercícios
de aquecimento e alongamentos. No final dos exercícios
o alongamento é fundamental.
LESÕES NO PÉ DO ATLETA
Cuide
de seus pés, pois um par de pés saudáveis
é o melhor amigo de um atleta!
Os pés são muito suscetíveis a lesões.
O impacto do chão, a fricção contra
os tênis mal ajustados, a precariedade na higiene
e muitos outros problemas podem resultar em lesões
ou doenças nos pés.
Para ajudar a proteger seus pés, relataremos a seguir
alguns dos problemas mais comuns. Algumas destas dicas podem
ajudar a manter seus pés sadios por muitos quilômetros.
1.
Bolhas
A bolha pode ser definida como um acúmulo de fluidos
entre as camadas interiores e exteriores da pele. Elas raramente
são um problema sério, mas podem impedir a
atividade física se não forem tratadas adequadamente.
Elas podem ser causadas devido a fricção prolongada
entre seu pé e a meia, ou entre o pé e o tênis.
Tênis apertado ou frouxo demais também causam
estas lesões. Se você é suscetível
a bolhas, procure usar meias de duas camadas para minimizar
a fricção e umidade. Palmilhas de neoprene
também podem reduzir a fricção. Mude
o tênis gradualmente, e certifique-se que esteja usando
um tênis que se encaixa apropriadamente e que é
correto do ponto de vista biomecânico, já que
muito controle de movimento pode causar fricção.
2.
Torção no tornozelo
Torções resultam em dor e inchaço causado
pela ruptura ou estiramento dos tendões e ligamentos
ao redor do tornozelo. A medida que as rupturas saram, forma-se
tecido cicatrizado, o qual se mistura ao tecido normal e
pode causar inflamação e dor contínua.
Sem o tratamento apropriado, a dor no tornozelo pode persistir
por muito tempo.
As causas geralmente são acidentais, como corredores
que pisam em buracos ou tropeçam em pedras ou outros
obstáculos.
Caso isso aconteça com você, suspenda imediatamente
a atividade física, mesmo que não sinta dor
imediatamente, pois seu tornozelo pode sofrer danos se você
continuar o exercício. Eleve sua perna e aplique
gelo com um pouco de compressão.
Se a dor e o inchaço persistirem, procure um médico.
Como prevenção, se você tiver tendência
a torcer o tornozelo, evite trilhas com rochas ou terrenos
irregulares. Use um calçado firme e com mais suporte
para uma melhor estabilidade e exercite-se para fortalecer
a região do tornozelo.
3.
Dor no Calcâneo
A
dor no calcanhar é um dos motivos mais freqüentes
de atendimento ortopédico e pode ter várias
causas. A mais freqüente é a Fasceite Plantar,
que é um processo inflamatório da fascia plantar,
ocasionada por microtraumatismos de repetição,
muito comum em atletas de corrida ou que praticam esportes
de grande impacto.
A fascia plantar é uma aponeurose (tecido que recobre
a musculatura) da planta do pé que se estende do
calcâneo aos dedos, cuja função é
manter estável a arcada óssea do pé.
A Fasceite Plantar ocorre principalmente em pessoas entre
os 40 e 50 anos de idade e é mais freqüente
em mulheres do que em homens. O sobrepeso facilita o aparecimento
dessa inflamação, bem como o processo acelerado
de crescimento em adolescentes.
O Esporão do Calcâneo se caracteriza por uma
formação óssea reativa em forma de
esporão (espícula óssea) localizada
na face plantar do calcâneo. Pessoas com esta patologia
apresentam forte dor sob o calcanhar, sendo mais intensa
no início da manhã ou logo após repouso
e durante atividades prolongadas em posição
de apoio nos pés.
O
tratamento é basicamente conservador. Deve-se interromper
a prática esportiva, bem como restringir atividades
que envolvam apoio plantar prolongado (uso de calçados
com saltos, caminhadas de longa distância ou até
mesmo permanecer durante muito tempo em pé). O uso
de medicação antiinflamatória pode
trazer bons resultados, desde que seja previamente indicado
por um médico especialista. Deve-se verificar a necessidade
do uso de palmilhas especiais, com o objetivo de diminuir
o impacto durante a deambulação. A fisioterapia
é indicada com recursos que promovam analgesia e
diminuição das tensões. Alongamentos
da fáscia plantar, do músculo gastrocnêmio
e do tendão de Aquiles trazem bons resultados.
4.
Metatarsalgia
A
metatarsalgia é uma dor na região frontal
do pé na área dos ossos que formam os seus
dedos. Pode vir acompanhada de alguma calosidade em um dos
dedos. A sensação é de estar caminhando
sobre uma pedrinha. A causa pode estar associada a um problema
de alinhamento dos metatarsos (dedos). Aquele que dói
geralmente é mais baixo que os outros, o que causa
pressão e dor.
A melhor forma de tratar é reduzir a pressão
no dedo lesionado. Existem órteses (apoios) como
almofadas para dedos feitas de feltro, espuma, borracha
ou silicone, para serem colocada no seu calçado ou
entre seus dedos e ajudam a aliviar a pressão.
Continue com sua atividade esportiva somente se a dor ceder.
Se você continuar se exercitando com dor, fique ciente
de que o impacto contínuo pode resultar em fratura
de estresse no dedo lesionado.
Previna este tipo de patologia sempre usando um tênis
apropriado para sua prática esportiva, que tenha
sola macia e promova um bom amortecimento.
5.
Lesões do tendão de Aquiles
As
lesões que podem ocorrer no tendão de Aquiles
compreendem as tendinites, bursite retrocalcânea e
ruptura do tendão.
A tendinite é a inflamação do tendão,
que pode ocorrer por erro de treinamento, calçado
inadequado, encurtamento do músculo tríceps
sural (panturrilha), aquecimento ou alongamento inadequados.
O atleta apresentará dor na região posterior
do calcanhar que piora com a atividade física, estando
freqüentemente relacionado ao aumento abrupto da carga
de treinamento. Ao exame físico é observado
um aumento na sensibilidade a palpação na
região do tendão calcâneo, pode haver
edema localizado, calor no local e claudicação
(dificuldade para caminhar normalmente).
Entre o tendão de Aquiles e o calcâneo e entre
o tendão de Aquiles e a pele existem algumas bolsas,
denominadas bursas, que têm a função
de proteger os tecidos ao redor de algumas articulações.
A bursa impede que o osso pressione os tecidos mais moles
(como os músculos), causando lesões. Desta
forma, ela reduz o atrito entre os ossos, tendões
e ligamentos. A bursite é a inflamação
da bursa, que pode acabar fazendo com que sua parede fique
mais espessa e produza mais líquido. Esse acúmulo
de líquido em excesso faz com que esta região
fique mais inchada, a pele pode ficar vermelha, quente e
bastante inchada. Este processo inflamatório pode
trazer incapacidade funcional do pé ou tornozelo,
atrapalhando a função do tendão de
Aquiles e dificultando o uso de calçados fechados.
A ruptura do tendão de Aquiles ocorre geralmente
após uma dorsiflexão forçada. O indivíduo
tem a sensação de que levou um chute na panturrilha,
devido a forte dor que sente no local. Contudo, há
relatos de atletas que chegam ao atendimento médico
praticamente sem dor, apenas caminhando com certa dificuldade
e impossibilitado de se fixar na ponta dos pés.
Estas
lesões são adequadamente tratadas com repouso,
aplicação de gelo, administração
de medicação antiinflamatória (com
indicação médica) e tratamento fisioterápico.
Nos casos de ruptura do tendão de Aquiles, somente
a avaliação médica poderá indicar
a necessidade de uma correção cirúrgica,
dependendo do grau de lesão do tendão e o
tempo que o atleta dispõe para retornar a sua atividade
física.
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